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Regência verbal e nominal: os verbos que mais caem

Equipe Revolução · 24 de outubro de 2026

Regência verbal e nominal: os verbos que mais caem

Regência verbal e nominal é a matéria que explica por que "assisti ao filme" está certo e "assisti o filme" é a pegadinha preferida da banca. Regência é a relação entre uma palavra e o complemento que ela exige, com ou sem preposição. Domina esse tema quem acerta não só a questão de regência em si, mas também a de crase, que nasce dela. Aqui você vê os verbos que mudam de sentido conforme a preposição, os nomes que pedem preposição e os erros que mais derrubam candidato.

O que é regência, em uma frase

Regência é o modo como um verbo ou um nome "pede" seu complemento. Quando quem rege é um verbo, fala-se em regência verbal; quando é um substantivo, adjetivo ou advérbio, em regência nominal.

A chave é a preposição. Alguns termos exigem complemento direto, sem preposição; outros exigem preposição ("a", "de", "em", "com", "por"). Trocar a preposição certa pela errada, ou tirá-la quando ela é obrigatória, é exatamente o que a prova cobra.

Regência verbal: os verbos que mudam de sentido com a preposição

Vários verbos têm mais de uma regência, e o sentido muda junto. Os campeões de prova:

Outros três que caem muito: "chegar" e "ir" pedem "a", não "em" ("cheguei a São Paulo", "vou ao banco"); "obedecer" e "desobedecer" pedem "a" ("obedeça às regras"); e "preferir" pede uma coisa "a" outra, sem "do que" ("prefiro cinema a teatro").

Regência nominal: os nomes que pedem preposição

Muitos substantivos e adjetivos exigem uma preposição fixa, e a prova cobra qual é a certa. Os mais frequentes:

Vale guardar os pares que parecem iguais mas mudam de regência, como "ansioso por" e "ânsia de". A banca adora oferecer a preposição trocada na alternativa errada.

Regência e crase andam juntas

Aqui está o ganho escondido do tema. Sempre que um verbo ou nome rege a preposição "a" e o complemento é uma palavra feminina que aceita artigo, surge a crase.

É por isso que "assistir à sessão" leva acento: o verbo pede "a" e "sessão" aceita "a". Se você domina a regência, a crase deixa de ser chute. Por isso vale estudar os dois juntos: confira quando usar a crase e os erros que mais caem logo depois de fechar a regência verbal.

Os erros que mais derrubam na prova

Alguns deslizes se repetem em quase todo edital. Marque estes:

Como estudar regência para a prova

Regência rende porque é lista fechada de termos com complemento fixo, e cada acerto costuma valer dois pontos: o da regência e o da crase. Um plano que fecha em uma semana:

  1. Dia 1 e 2: monte uma tabela só com os verbos de dupla regência (assistir, visar, aspirar, proceder) e escreva uma frase sua para cada sentido.
  2. Dia 3: fixe os verbos de preposição "a" (chegar, ir, obedecer, preferir) e o "implicar" sem preposição.
  3. Dia 4: liste os nomes mais cobrados (acessível, apto, capaz, compatível) com a preposição de cada um.
  4. Dia 5: conecte regência e crase, refazendo frases com "a" diante de palavra feminina.
  5. Dia 6 e 7: resolva de 30 a 40 questões da sua banca e revise só o que errou.

O passo final é o que fixa. Regência gruda resolvendo questão, não relendo a lista. Aposte em estudar por questões, a técnica que mais fixa a matéria, e trate o tema em dupla com a concordância verbal e nominal, já que as duas decidem a correção da frase. Para ver o peso do tópico no conjunto da prova, confira o que mais cai de Português em concurso.

Perguntas frequentes

"Assisti o filme" ou "assisti ao filme"?

"Assisti ao filme". No sentido de ver ou presenciar, o verbo "assistir" pede a preposição "a". Sem preposição, "assistir" muda de sentido e passa a significar prestar assistência: "a enfermeira assistiu o doente".

"Implica" pede "em"?

Não, quando significa acarretar. O certo é "o erro implica anulação", sem preposição. A forma "implicar em" só aparece no sentido de implicância ("vive implicando com o colega"), que não é o cobrado na maioria das questões.

Regência tem a ver com crase?

Sim, e muito. A crase só existe quando um termo rege a preposição "a" e o complemento é feminino com artigo. Dominar a regência verbal e nominal é o que transforma a crase de chute em regra, porque mostra quando a preposição "a" está realmente presente.

"Prefiro isso do que aquilo" está certo?

Não. O verbo "preferir" rege uma coisa "a" outra: "prefiro isso a aquilo". As formas "do que", "mais do que" e "antes" com "preferir" são consideradas erro na norma culta cobrada em concurso.

Resumo

Resumo rápido: regência é a relação entre um termo e o complemento que ele exige, com ou sem preposição; é verbal quando quem rege é o verbo e nominal quando é um nome. Verbos como assistir, visar, aspirar e proceder mudam de sentido conforme a preposição "a"; chegar, ir, obedecer e preferir pedem "a"; e implicar, no sentido de acarretar, não pede preposição. Na nominal, domine acessível a, apto a, capaz de e compatível com. O ganho extra é a crase, que nasce da regência da preposição "a" diante de palavra feminina. Os erros que mais caem são "assisti o jogo", "implica em", "prefiro do que" e "namorar com". Estude em uma semana e feche resolvendo questões da sua banca.

Última atualização: outubro de 2026.

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