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Crase em concurso: quando usar e os erros que mais caem

Equipe Revolução · 17 de outubro de 2026

Crase em concurso: quando usar e os erros que mais caem
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Crase em concurso é daquelas matérias que parecem sorte: você bate o olho na frase, chuta o acento grave e torce. Não precisa ser assim. A crase tem regra fixa, cai em quase toda prova de Português e vira ponto fácil para quem entende a lógica em vez de decorar lista. Aqui você vê quando usar o acento grave, quando ele é proibido e os erros que mais derrubam candidato, com exemplos do jeito que a banca cobra.

O que é a crase, em uma frase

Crase é a fusão de dois "a" em um só: a preposição "a" com o artigo feminino "a". O acento grave (à) é a marca dessa fusão. Guarde isto, porque resolve metade das questões: sem os dois "a" juntos, não existe crase.

Quem pede a preposição é o termo que vem antes, o verbo ou o nome. Quem traz o artigo é a palavra feminina que vem depois. Quando os dois se encontram no mesmo ponto, a crase acontece. Faltou um dos dois, o acento cai.

A regra prática que resolve a maioria das questões

Existe um atalho que vale mais que decorar vinte regras: troque a palavra feminina por uma masculina equivalente. Se o certo passar a ser "ao", tem crase. Se virar só "o", não tem.

Esse teste do "ao" é o que mais acerta questão sob pressão, e o que a maioria esquece de usar. Decore o truque, não a tabela.

Quando a crase é obrigatória

Há casos em que o acento grave é certo. Os que mais aparecem na prova:

Quando a crase é proibida

Tão cobrado quanto o uso obrigatório é o uso proibido. Nunca ponha crase nestes casos:

Os casos facultativos, onde a banca tenta te pegar

Em três situações a crase é opcional, e a questão costuma cobrar justamente que você reconheça isso, nem obrigatória nem errada:

Se a alternativa disser que, nesses casos, a crase é obrigatória ou que é erro, ela está errada. Facultativo é facultativo.

Os erros de crase que mais derrubam na prova

Alguns deslizes se repetem edital após edital. Deixe estes na ponta da língua:

Como estudar crase para a prova

Crase rende porque é um tópico pequeno com retorno alto. Um plano que fecha em uma semana:

  1. Dia 1 e 2: entenda a fusão "a + a" e treine só o truque do "ao" em 20 frases. Nada de tabela ainda.
  2. Dia 3: liste os casos obrigatórios (horas, locuções, verbos que pedem "a") e escreva um exemplo seu de cada um.
  3. Dia 4: faça o mesmo com os casos proibidos (masculino, verbo, pronomes).
  4. Dia 5: ataque os facultativos e as pegadinhas do "há" e do "às vezes".
  5. Dia 6 e 7: resolva de 30 a 40 questões da sua banca e revise só o que errou.

O passo final é o que fixa. Crase gruda resolvendo questão, não relendo regra. Vale estudar por questões, a técnica que mais fixa a matéria, e encaixar a crase no bloco maior de gramática. Para ver onde ela entra no todo da prova, confira o que mais cai de Português em concurso e o guia de interpretação de texto para concurso, o assunto que pesa ainda mais na nota.

Perguntas frequentes

Quando usa crase antes de palavra feminina?

Quando o termo anterior exige a preposição "a" e a palavra feminina aceita o artigo "a". O teste rápido é trocar a palavra por uma masculina: se o certo for "ao", use crase; se for só "o", não use.

Tem crase antes de verbo?

Não. Antes de verbo nunca há crase, porque verbo não aceita artigo. "Começou a estudar", "a partir de" e "disposto a ajudar" vão sempre com "a" sem acento.

"Às vezes" tem crase?

Tem. "Às vezes" é locução adverbial feminina e leva o acento grave. Escrever "as vezes" muda o sentido e conta como erro na prova.

Crase antes de nome de cidade ou país?

Depende se o lugar aceita artigo. Use o teste do "voltar de": se você "volta da", tem crase ("vou à Bahia", porque "volto da Bahia"); se "volta de", não tem ("vou a Brasília", porque "volto de Brasília").

Resumo

Resumo rápido: crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a", marcada pelo acento grave (à). O atalho que resolve a maioria das questões é trocar a palavra feminina por uma masculina: deu "ao", tem crase; deu só "o", não tem. É obrigatória nas horas, nas locuções femininas e depois de verbos e nomes que pedem "a"; é proibida antes de masculino, de verbo e de pronomes como ela e você; e é facultativa antes de nome próprio feminino, de possessivo e depois de "até". Os erros que mais caem são o acento antes de verbo, "as vezes" sem acento e a confusão entre "há" e "a". Estude em uma semana e feche resolvendo questões da sua banca.

Última atualização: outubro de 2026.

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