Concurso Polícia Penal RN: prova pode ser anulada

O concurso Polícia Penal RN entrou na mira do Ministério Público. Nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, a 70ª Promotoria de Justiça de Natal, do MPRN, abriu um procedimento para apurar se a prova objetiva aplicada no domingo, 13 de setembro, deve ser anulada por suspeita de fraude. As provas não foram anuladas: o que existe, por enquanto, é uma investigação para medir o tamanho do estrago.
Duas semanas depois, a balança pende para o certame seguir em pé. Em 23 de setembro de 2026, o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto, afirmou que o concurso da Polícia Penal vai avançar. O Instituto Avalia negou que a prova tenha vazado e eliminou o candidato flagrado na foto que circulou nas redes, além de outros 23 por descumprir regras do edital. Ainda assim, o inquérito do MPRN continua aberto, e é dele que sai a palavra final. A prova de que o estado segue tocando o certame veio no prazo: o resultado preliminar da objetiva, com o gabarito pós-recursos, saiu em 30 de setembro de 2026, e o recurso contra ele corre em 1º e 2 de outubro.
O estopim foi a prisão em flagrante de 11 candidatos durante a aplicação, acusados de portar equipamentos eletrônicos para transmitir dados de dentro da sala. É a etapa que vale as 260 vagas da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), com organização da SEAD e banca Instituto Avalia.
O que o MPRN está investigando
O procedimento da 70ª Promotoria mira três pontos concretos, e não apenas as prisões:
- Equipamentos eletrônicos na sala: os 11 presos em flagrante teriam usado aparelhos para receber ou enviar respostas durante a objetiva.
- Imagens circulando em tempo real: o MP apura o compartilhamento de fotos do caderno de questões em aplicativos de mensagens no horário da prova.
- Segurança na entrada: documentos policiais apontam que nem todos os locais de aplicação tiveram detector de metais, o que teria facilitado a entrada dos aparelhos.
Para reunir as respostas, a Promotoria requisitou esclarecimentos à Secretaria de Administração e ao Instituto Avalia. As duas têm prazo de 15 dias para explicar os locais de prova, as medidas de prevenção adotadas e o uso, ou a falta, de detectores de metais.
Nada disso significa que a prova caiu. A portaria não determina a anulação imediata: ela abre a apuração para avaliar se as irregularidades comprometeram a lisura do certame a ponto de justificar essa medida. Na prática, quem fez a prova segue no jogo, mas com um ponto de interrogação em cima do resultado até o MP concluir.
O que a banca e o governo respondem
Do lado do governo, a leitura é de que o concurso continua. Em 23 de setembro de 2026, o procurador-geral do Estado do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto, declarou que o certame da Polícia Penal vai avançar, mesmo com o inquérito em curso. É a sinalização mais clara, até agora, de que a intenção do estado é preservar a seleção e punir casos individuais, não derrubar a etapa inteira.
O Instituto Avalia foi na mesma direção. Em nota, a banca afirmou que não há, até o momento, qualquer elemento que indique vazamento da prova ou quebra do sigilo do concurso, e que a foto que circulou nas redes não prova acesso antecipado às questões. Mesmo assim, identificou e eliminou o candidato que aparece na imagem e excluiu outros 23 por descumprir regras do edital, uma resposta para mostrar rigor sem admitir falha na aplicação.
O calendário oficial seguiu de pé e avançou. O resultado preliminar da objetiva, acompanhado do gabarito pós-recursos e das folhas de resposta, saiu em 30 de setembro de 2026, com recurso em 1º e 2 de outubro, e em 9 de outubro de 2026 o Instituto Avalia publicou os editais de convocação para a heteroidentificação, a análise documental e a perícia médica, encerrando a fase da objetiva. Na prática, o estado tocou o certame para as etapas seguintes mesmo com o inquérito aberto. As datas ainda podem escorregar se o MP concluir pela necessidade de novas medidas, então confirme na página oficial do Instituto Avalia antes de contar prazo.
Quer saber mais sobre o concurso Polícia Penal RN?
Se você quer relembrar as vagas por cargo, os salários e as etapas que vêm depois da objetiva, o concurso Polícia Penal RN, com 260 vagas e até R$ 5,7 mil, reúne a jornada completa em uma página. O passo a passo do gabarito preliminar e do prazo de recurso também segue valendo enquanto a investigação corre.
Prepare-se com a Revolução
Investigação aberta não é prova anulada, e ninguém deveria parar de estudar por causa de um procedimento que pode levar semanas. Se o certame seguir de pé, o Policial Penal ainda enfrenta teste físico, avaliação psicológica, exame toxicológico, investigação social e curso de formação. Se a objetiva for anulada e refeita, quem já dominou o edital larga na frente da fila.
Com a Revolução Concursos você estuda por edital, com questões no estilo da banca e revisão dirigida ao peso que a Polícia Penal do RN dá a Execução Penal, Direito Penal e Legislação Específica. É o preparo que vale tanto para esperar o desfecho quanto para uma eventual reaplicação.
Polícia Penal RN: principais informações
- Fase atual: prova objetiva aplicada em 13 de setembro de 2026, sob investigação do MPRN, mas com o certame mantido
- Posição do governo: em 23 de setembro de 2026, o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto, afirmou que o concurso vai avançar
- Resposta da banca: o Instituto Avalia negou vazamento da prova e eliminou 24 candidatos (o da foto que circulou e mais 23 por descumprir regras)
- Investigação: procedimento aberto em 15 de setembro pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal, ainda em curso
- Motivo: 11 candidatos presos com equipamentos eletrônicos, imagens do caderno em aplicativos e falha nos detectores de metais
- Etapa seguinte: resultado preliminar da objetiva divulgado em 30 de setembro de 2026 (recurso em 1º e 2 de outubro); em 9 de outubro a banca convocou para heteroidentificação, análise documental e perícia médica, encerrando a fase da objetiva
- Situação da prova: não anulada; o MP avalia se há motivo para anular
- Vagas: 260 imediatas mais cadastro de reserva (200 Policial Penal e 60 Especialista)
- Banca: Instituto Avalia
- Edital: nº 002/2026 (SEAD/RN)
Resumo
Resumo rápido: o concurso Polícia Penal RN, com 260 vagas e banca Instituto Avalia, teve a prova objetiva de 13 de setembro de 2026 colocada sob investigação do MPRN, depois da prisão de 11 candidatos com equipamentos eletrônicos e da suspeita de vazamento de imagens do caderno. Em 23 de setembro, o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto, disse que o certame vai avançar, e o Instituto Avalia negou vazamento e eliminou 24 candidatos. As provas não foram anuladas: o inquérito da 70ª Promotoria de Justiça de Natal segue aberto, mas o resultado preliminar da objetiva saiu em 30 de setembro e, em 9 de outubro, o Instituto Avalia convocou os classificados para a heteroidentificação, a análise documental e a perícia médica, sinal de que o certame avançou de fase.
Última atualização: 9 de outubro de 2026, dia em que o Instituto Avalia publicou os editais de convocação para a heteroidentificação, a análise documental e a perícia médica, encerrando a fase da objetiva, com o inquérito do MPRN ainda em curso. As informações seguem o procedimento da 70ª Promotoria de Justiça de Natal (MPRN), a fala do procurador-geral do Estado em 23 de setembro, o cronograma do Edital nº 002/2026 e os comunicados da SEAD/RN e do Instituto Avalia. Confira sempre a fonte oficial antes de qualquer decisão.



