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Concurso AGU: 170 vagas e subsídio de R$ 27 mil

Equipe Revolução · 1 de setembro de 2026

Concurso AGU: 170 vagas e subsídio de R$ 27 mil

Concurso AGU saiu do campo da promessa. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a Advocacia-Geral da União a abrir uma seleção com 170 vagas para as quatro carreiras jurídicas da instituição, e a própria AGU trabalha com a meta de publicar o edital ainda em 2026. O subsídio inicial dessas carreiras hoje é de R$ 27.264,30, com o topo passando de R$ 35 mil.

A novidade é o formato. Será um concurso unificado: você escolhe a carreira na hora da inscrição, e as 170 vagas se dividem entre Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central. Abaixo você vê a fase atual, a distribuição das vagas, o salário aberto em detalhe, as etapas prováveis e o que já dá para adiantar nos estudos.

Fase atual do concurso

O concurso AGU está autorizado. Em 2026, o MGI, comandado pela ministra Esther Dweck, confirmou à AGU que há dotação orçamentária para o provimento das 170 vagas, nos critérios da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Foi o aval que faltava para tirar a seleção do papel.

Em ato de 2 de julho de 2026, a AGU instituiu um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para desenhar o modelo do certame: como serão as provas, os critérios e a divisão das vagas entre as carreiras. Concluída essa etapa, o passo seguinte é escolher a banca organizadora e redigir o edital.

Ou seja, a autorização já existe e o desenho do concurso está fechado ou em fechamento. O que corre agora é a contratação da banca. Banca ainda não definida é o único item que separa o candidato do edital, assim como acontece com outras seleções federais autorizadas neste ano, caso do concurso da CGU, que também aguarda a organizadora. A AGU repete que a meta é publicar ainda em 2026, mas isso é previsão, não data marcada.

Conheça o órgão

A Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União em juízo e fora dele. É ela que defende o governo federal nas ações judiciais, orienta juridicamente o Poder Executivo e cobra a dívida ativa da União, o estoque de tributos e créditos não pagos que chega à casa dos trilhões.

O trabalho se divide entre os quatro cargos da seleção. O Advogado da União atua na representação e no assessoramento do Executivo. O Procurador da Fazenda Nacional cuida da cobrança da dívida ativa e da defesa da Fazenda. O Procurador Federal representa as autarquias e fundações, como INSS e universidades. O Procurador do Banco Central faz a defesa jurídica da autarquia monetária.

É um órgão de abrangência nacional, com unidades em todos os estados. O vínculo é estatutário, de servidor público federal, com a estabilidade e as regras próprias das carreiras jurídicas de Estado.

Remuneração

O subsídio é o mesmo ponto de partida para as três carreiras da Advocacia-Geral, Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional e Procurador Federal: R$ 27.264,30 na entrada, valor da tabela em vigor desde 1º de abril de 2026. Guarde bem esse detalhe: o número é referência da carreira, definida em lei, e não um valor do edital, que ainda não saiu.

Esse patamar vem da reestruturação aprovada para as carreiras jurídicas da União, escalonada até 2026 pela Lei nº 15.141/2025. Com as progressões e os adicionais, o topo dessas carreiras passa de R$ 35 mil. O Procurador do Banco Central segue a tabela da sua própria carreira, em faixa parecida.

Na prática, é uma das entradas mais altas do serviço público federal para quem começa. Poucos concursos abrem em cinco dígitos com essa folga.

Benefícios

Além do subsídio, as carreiras da AGU costumam contar com auxílio-alimentação, auxílio-saúde no formato de ressarcimento de plano, auxílio-transporte e auxílio pré-escolar, nos moldes do funcionalismo federal. Os valores e as regras de cada benefício entram no edital, então trate-os como o padrão da União, não como número fechado desta seleção.

Cargos e vagas

São 170 vagas autorizadas, distribuídas assim entre as quatro carreiras jurídicas:

Todos os cargos exigem nível superior em Direito e, em regra, comprovação de atividade jurídica, requisito comum nas carreiras da Advocacia Pública. A escolha da carreira acontece na inscrição, o que muda a estratégia: dá para mirar a de menor concorrência ou a de maior identificação com o trabalho. A divisão por localidade e a existência de cadastro de reserva dependem do edital.

Vale um alerta para não confundir. O Banco Central também autorizou, em 2026, um concurso próprio com 170 vagas para as suas carreiras técnicas. São seleções diferentes: as 20 vagas de Procurador do Banco Central citadas aqui fazem parte do pacote da AGU, não do concurso da autarquia.

Carreira

As carreiras jurídicas da AGU são de Estado, com ingresso só por concurso e progressão por tempo de serviço e avaliação de desempenho. O servidor entra na primeira classe e sobe ao longo dos anos até o topo da estrutura, com ganho a cada promoção.

A base legal é a Lei Orgânica da AGU, a Lei Complementar nº 73/1993, somada às leis que organizam cada carreira e à Lei nº 15.141/2025, que reestruturou a remuneração. É um plano estável, de horizonte longo, pensado para reter quadros por décadas.

Etapas de provas

O formato só fica fechado quando o edital sai, mas as carreiras jurídicas da AGU seguem um desenho conhecido. Serve de bússola para começar a estudar sem esperar o edital.

Prova objetiva

Costuma abrir o certame, com questões de múltipla escolha cobrindo os grandes ramos do Direito: Constitucional, Administrativo, Tributário, Civil e Processo Civil, entre outros. É a fase que corta o maior número de candidatos.

Provas discursivas

O peso das carreiras jurídicas está aqui. Em geral são peças e questões dissertativas que medem a redação técnica, o raciocínio jurídico e o domínio da jurisprudência. Reprovar na objetiva tira você do jogo, mas é a discursiva que define a classificação.

Prova oral e títulos

Concursos de Advocacia Pública costumam ter ainda prova oral, com arguição diante de banca, e avaliação de títulos, que pontua pós-graduação e experiência. A confirmação de cada etapa, dos pesos e das notas de corte fica para o edital.

Último concurso

As carreiras jurídicas da União têm concursos espaçados, o que torna cada abertura disputada. O último certame amplo de Procurador da Fazenda Nacional foi em 2015, organizado pela ESAF, com 150 vagas e 18.662 inscritos na disputa. Foram anos sem uma nova seleção ampla para a carreira.

Esse intervalo longo ajuda a explicar o tamanho da procura esperada agora. Quem estuda para a área sabe que janela de concurso na AGU não abre todo ano, e o formato unificado concentra num só edital quatro carreiras que costumavam sair separadas.

Motivos para fazer o concurso

O primeiro é o dinheiro. Entrada acima de R$ 27 mil e topo passando de R$ 35 mil colocam essas carreiras no andar de cima do funcionalismo. O segundo é a estabilidade de uma carreira de Estado, que não muda ao sabor do governo da vez.

Tem também o peso do trabalho. Atuar na defesa da União, na cobrança da dívida ativa ou na representação das autarquias é advocacia de alto nível, com estrutura e casos que poucos escritórios oferecem. Para quem é da área do Direito, é um dos destinos mais cobiçados, no mesmo grupo de outras carreiras federais de ponta como a do concurso da DPU para Defensor e a do concurso do TCU para Auditor.

Histórico de nomeações

A AGU costuma nomear os aprovados dentro das vagas e, conforme a necessidade e o orçamento, convocar parte do cadastro de reserva ao longo da validade. Como a carreira ficou anos sem concurso amplo, o déficit de procuradores e advogados é real: em 2026, o planejamento interno apontava centenas de cargos vagos só na Procuradoria da Fazenda.

Isso não é promessa de nomeação além do edital, é leitura do cenário. Cargo vago e trabalho acumulado costumam empurrar as convocações, mas o número que vale é sempre o das vagas do edital.

Como começar a estudar para o concurso AGU

Esperar o edital para começar é o erro clássico de quem some da lista de aprovados. Concurso jurídico se ganha na base, e a base do concurso AGU já está dada: Direito Constitucional, Administrativo, Tributário e Processual não vão mudar quando a banca sair.

Na Revolução Concursos você monta esse alicerce com quem entende de carreira jurídica: teoria organizada por assunto, milhares de questões comentadas para treinar a objetiva e a prática de peças para a fase discursiva, que é onde o concurso se decide. Comece agora pelos ramos de maior peso e chegue no edital com a matéria rodada, não do zero. Enquanto a organizadora não é escolhida, cada semana estudada é vantagem sobre quem vai esperar o edital para abrir o livro.

Principais informações

Perguntas frequentes

Quantas vagas tem o concurso AGU?

São 170 vagas autorizadas pelo MGI, divididas em 50 para Advogado da União, 50 para Procurador da Fazenda Nacional, 50 para Procurador Federal e 20 para Procurador do Banco Central.

Quanto ganha quem passa no concurso AGU?

O subsídio inicial das carreiras jurídicas da AGU é de R$ 27.264,30, valor da tabela em vigor desde abril de 2026. Com as progressões, o topo passa de R$ 35 mil. É referência da carreira, definida em lei, e não um número do edital.

Quando sai o edital do concurso AGU?

Não há data confirmada. O concurso está autorizado e a AGU trabalha com a meta de publicar o edital ainda em 2026, depois de contratar a banca organizadora.

Qual a escolaridade exigida no concurso AGU?

Todos os cargos pedem nível superior em Direito e, em regra, comprovação de atividade jurídica, requisito comum nas carreiras da Advocacia Pública. As regras exatas saem no edital.

Resumo

Resumo rápido: o concurso AGU foi autorizado pelo MGI com 170 vagas para as quatro carreiras jurídicas, sendo 50 de Advogado da União, 50 de Procurador da Fazenda Nacional, 50 de Procurador Federal e 20 de Procurador do Banco Central, em formato unificado. O subsídio inicial é de R$ 27.264,30, referência da carreira, com topo acima de R$ 35 mil. A banca ainda não foi definida e o edital é previsto para 2026, sem data confirmada.

Última atualização: setembro de 2026. Conteúdo informativo da Revolução Concursos, revisado a cada nova fase do concurso.

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